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Polícia recua e reduz valor da fiança de estudantes da USP para R$ 545
Marcadores: Educaçao, Estudantes, Policia
Questão com exemplos e números iguais aos do Enem foi aplicada em MG dias antes da prova
A questão da esquerda é a do Bernoulli; a do meio, a do Enem; à direita, o site da Enersul
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Inep quer mudar cálculo da nota das escolas no Enem
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) apresentou ao MEC (Ministério da Educação) a proposta de mudar o cálculo que determina a nota das escolas no Enem, passando a considerar o número de alunos por instituição.
A intenção é evitar a distorção que o atual método cria. Como o exame não é obrigatório, as escolas podem pedir que apenas os melhores alunos façam a prova, o que faz com que a instituição de ensino tenha uma média mais alta do que teria se todos os seus alunos fazem o Enem.
Pelo novo cálculo, ainda não detalhado pelo Inep, a nota da escola seria influenciada pelo seu número de alunos, evitando que as escolas conseguissem inflar suas notas ao selecionar os melhores para fazer o exame.
A proposta espera aprovação do ministro Fernando Haddad e, se aceita, passa a valer na divulgação dos resultados da edição deste ano.
De acordo com a assessoria de imprensa do MEC, a pasta tem a preocupação de que "o Enem seja usado apenas para avaliar os alunos e que não seja usado de forma publicitária".
CUSTOS
O Enem 2011 custará, no total, R$ 238,5 milhões, e tem 5,3 milhões de participantes inscritos em todo o país, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do Ministério da Educação responsável pela prova. O custo por aluno, portanto, será de R$ 45.
De acordo com o Inep, o valor é cerca de metade do custo de inscrição na maioria dos vestibulares do Brasil. A taxa de inscrição para o Enem foi de R$ 35 neste ano. As inscrições já estão encerradas e a prova ocorre nos dias 22 e 23 de outubro.
PREJUÍZO
Neste mês, a Advocacia-Geral da União entrou com uma ação no Judiciário pedindo ressarcimento do prejuízo que o MEC teve na aplicação do Enem 2009.
Quando a prova vazou, R$ 38 milhões já haviam sido pagos ao consórcio responsável pela aplicação do exame, o Connasel. Hoje o valor atualizado do prejuízo é de cerca de R$ 46 milhões.
Às vésperas do Enem 2009, a prova foi roubada. A fraude foi revelada pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Anteontem, a Procuradoria divulgou que quatro dos cinco acusados de participar do crime foram condenados.
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Marcadores: Educaçao
Chile: estudantes fazem 'beijaço' para exigir investimentos em educação
SANTIAGO, 6 Jul 2011 (AFP) -Milhares de estudantes universitários realizaram nesta quarta-feira em Santiago um "beijaço", no qual casais se beijaram por vários minutos, para exigir melhorias para a educação pública no Chile, informaram à AFP organizadores da manifestação.
O protesto singular ocorreu na praça de Armas de Santiago, onde casais de universitários beijaram-se simultaneamente, após ordem dos organizadores, em um ambiente pacífico acompanhado por um acompanhamento musical, segundo constatou um jornalista da AFP.
"Convocamos o 'beijaço' pelas redes sociais e escolhemos essa forma de protesto porque é uma forma de entrega ao compromisso, porque queremos que isso seja feito pelo Estado com a educação, e que ponha paixão, porque a educação é um direito", disse à AFP Emma Luza, líder estudantil.
Os estudantes protagonizaram anteriormente duas manifestações que, segundo os organizadores, reuniram mais de 80.000 universitários, secundaristas e professores que protestaram no centro de Santiago.
Os protestos exigem profundas reformas na educação pública, como o aumento do aporte fiscal (de 4% do PIB para os 7% recomendados pela Unesco), e acabar com o esquema que permite a algumas universidades privadas receber fundos estatais e não pagar impostos, com o argumento de não serem rentáveis economicamente.
Diante da pressão dos protestos, o presidente Sebastián Piñera apresentou nesta quarta-feira o que o governo denominou de Grande Acordo Nacional de Educação, que inclui a injeção de 4 bilhões de dólares no setor, um aumento de quase 80% das bolsas de estudo e a criação de uma Superintendência de Educação.
Mas a proposta do governo foi rejeitada pelos sindicatos de estudantes e professores, que anunciaram uma greve nacional para a próxima quinta-feira, 14 de julho.
Marcadores: Chile, Educaçao, Estudantes
Projeto quer obrigar escolas a combaterem o bullying
As instituições de ensino de todo o país poderão ser obrigadas, por lei, a combater o bullying e garantir um ambiente escolar seguro para seus alunos. É o que prevê um projeto do senador Gim Argello (PTB-DF), atualmente em análise no Senado.
O projeto de lei foi apresentado em 2010, mas o assunto ganhou maior visibilidade neste ano, após o assassino de 12 estudantes de uma escola no Rio de Janeiro ter declarado, em um vídeo produzido antes do massacre, que iria se vingar da discriminação e isolamento que disse ter sofrido nos tempos de aluno.
Os casos de bullying, termo usado para definir agressões e intimidações no ambiente escolar, são motivo de preocupação para famílias e autoridades públicas. Atualmente três projetos em análise no Senado tratam do tema.
O texto do senador Gim Argello modifica a lei de diretrizes e bases da educação, ao incluir, entre as obrigações da escola, a promoção de um ambiente seguro.
"O bullying é um negócio que agride muito, são apelidos excessivos, são tratamentos que colocam os meninos na roda e batem nos meninos, fazem os meninos tirar a roupa, e meninos e meninas, o porquê desse projeto? Para que as escolas realmente dêem condições porque quando jovem a criança precisa ter um bom ambiente, um ambiente confortável na escola para poder crescer e se desenvolver", diz o senador.
O projeto está em análise na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, e tem como relator o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
MEC adia planos e vai aplicar duas provas do Enem por ano somente em 2012
A realização de duas provas por ano havia sido apontada pelo ministro Fernando Haddad como uma maneira de reduzir os seguidos problemas que o Enem vem enfrentando. O MEC cogitava a possibilidade de aplicar os dois exames já em 2011. A licitação com a gráfica que imprime o Enem permitia que isso acontecesse agora -já que o contrato foi assinado para a realização de duas provas.
A presidente do Inep, (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, comunicou a novidade a instituições de ensino superior durante reunião no dia 22 de março. O exame deve continuar nacionalizado.
Na última edição, houve erros de impressão em cadernos de prova e as folhas de resposta vieram com os cabeçalhos trocados. Esses erros provocaram uma batalha judicial que só foi encerrada após uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em 2009, a prova vazou e o exame precisou ser cancelado dois dias antes da realização.
Em janeiro, em entrevista ao Planeta Educação, Malvina havia dito que uma ampliação do Enem “poderia incluir” os dois exames. Ela afirmou que, nos últimos dois anos, a prova foi utilizada como “projeto piloto”. "O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação", disse.
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