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C. Sampaio compara crise palmeirense aos anos de fila e quer aliar estudos a perfil boleiro

Ídolo do Palmeiras na década de 1990, César Sampaio está de volta ao clube e foi apresentado, na tarde desta sexta-feira, como o novo gerente de futebol. Formado em Administração e Gestão Esportiva, o ex-volante da seleção brasileira fala em aliar o que aprendeu na faculdade com a sua experiência nos tempos de jogador.
Sampaio sabe que assume o cargo durante uma interminável crise que atravessa o clube de Palestra Itália. Ele comparou o momento atual ao início da década de 1990, quando ajudou o time alviverde a findar um período de 17 anos sem títulos.
“Cheguei em 91, com 16 anos de fila e uma situação adversa, cenário não muito diferente do de hoje, de insegurança e hostilidade até dos torcedores. Nós abraçamos a causa no campo”, comentou, sobre o período de títulos durante a era Parmalat, no século passado. Ele foi o capitão na conquista da Libertadores de 1999.
Questionado sobre os atritos com torcedores, que se tornaram comuns, César Sampaio lembrou que já passou por isso.
“Quando cheguei aqui, era muito pior do que isso. Colocaram arma na boca do treinador de goleiros. Tem de ter cuidado, porque amor e ódio caminham próximos. Eu venci aqui, mas não tenho a fórmula. Vamos ajeitar o ambiente, arrumar a casa, fazer algo legal", observou.
“Estou preparado. Já tive três propostas para voltar ao Palmeiras. Hoje posso contribuir, com experiência acadêmica e de atleta, na parte de gestão, planejamento, correção de rotas. Temos mais ferramentas de controle para ajudar", acrescentou, citando que havia rejeitado anteriormente convites para ser cartola do clube.
O ídolo da torcida já trabalhou como dirigente em equipes menores e terá agora a sua primeira oportunidade em uma agremiação grande.
“Eu aprendi bastante. Foi o osso que nós roemos. Comecei no Guará com o Rivaldo em 1998. Depois no Figueirense, profissionalizamos o clube. Vi que só bola não dava, fui estudar. Futebol é negócio. Fui para Pelotas. No Rio Claro, subimos [no Paulista], mas, sem um orçamento para permanecer, caímos. Trabalhei no Metropolitano e Mogi Mirim. Eu e o Cleber [ex-zagueir], conseguimos manter o Mogi na primeira divisão. São anos de aprendizado. Tive vitórias com Guará, Figueirense e perdi com Rio Claro e Pelotas."

Wellington Paulista admite surpresa com reserva no Palmeiras

Depois de diversos pedidos de um centrovante do técnico Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras contratou, por empréstimo junto ao Cruzeiro, o atacante  .... Foto: Agência Lance
Contratado do Cruzeiro, atacante recebeu a camisa 9 do Palmeiras
Foto: Agência Lance


O atacante Wellington Paulista chegou ao Palmeiras após pedidos insistentes do técnico Luiz Felipe Scolari por um centroavante. Porém, ele não foi titular em sua estreia e deve ficar no banco no jogo da próxima quinta-feira, contra o Santo André, pela Copa do Brasil.
O camisa 9 admite ter ficado surpreso por não ter conquistado a vaga no time, principalmente por conta do desejo do treinador, mas respeita a decisão de Felipão. "Surpreendeu porque eu já vim pronto para jogar, mas é decisão dele, a gente respeita por tudo o que ele fez no futebol mundial. Se ele está fazendo isso é porque é o melhor. Ele está certo no que está fazendo", disse ele.
"Sempre pertence ao Felipão a decisão. Ele tem o time montado há um tempo, tenho de me adequar o mais rápido possível ao esquema para quando eu entrar em campo dar o melhor em busca da vitória", completou Wellington.
Na próxima quinta-feira, o atacante completará 28 anos. Ele espera a vaga de titular como presente de aniversário. "Seria bom receber a vaga como presente, mas quem escala é o Felipão. Tenho de esperar, trabalhar forte para quando precisar eu corresponder à altura".

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