Clique em Curtir

Mostrando postagens com marcador Governo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Governo. Mostrar todas as postagens

Pelé apoia Fifa em negociação com governo sobre leis da Copa

SÃO PAULO (Reuters) - Pelé defendeu a posição da Fifa nas negociações com o governo brasileiro sobre as leis para a Copa do Mundo de 2014, dizendo que as regras da entidade internacional foram aceitas quando o país ganhou o direito de sediar o torneio.
O ex-jogador admitiu nesta terça-feira preocupação com os preparativos do Brasil para o Mundial, mas disse estar confiante após ouvir da presidente Dilma Rousseff que o governo vai se empenhar para que "tudo saia bem."
"Nós temos uma lei aqui no Brasil, que precisa ser respeitada, mas nós não podemos esquecer que quando nós pleiteamos e ganhamos a Copa do Mundo, tinham algumas regras que deveriam ser seguidas e foram aceitas pelo governo brasileiro, na época com o presidente Lula", disse Pelé em entrevista coletiva em São Paulo.
"Então, a Fifa até certo ponto não tem culpa, porque estava lá na lista de obrigações do país que ganhasse a Copa do Mundo."
Nos últimos meses, o governo brasileiro tem tido dificuldades nas negociações com a Fifa para a realização do Mundial, especialmente envolvendo a Lei Geral da Copa, conjunto de regras para a organização do torneio.
Entre os temas envolvidos na disputa estão a concessão de meia-entrada para estudantes e a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, aos quais a Fifa se opõe. O Executivo, no entanto, não tem a intenção de suspender legislações vigentes no país durante a competição.
Nesta terça-feira, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, participou de audiência pública em comissão criada na Câmara dos Deputados sobre Lei Geral da Copa e criticou a infraestrutura e a mobilidade urbana de cidades que vão sediar a Copa.
Embaixador da Copa, Pelé afirmou que está "tentando fazer com que a gente possa devolver a responsabilidade que deram para o brasileiro."
"É claro que, como brasileiro, não estou satisfeito e fico um pouco preocupado com toda essa confusão que está acontecendo, principalmente essa que culminou agora com a acusação, que não tem prova, contra o ministro do Esporte, que teve que ser trocado", disse.
"Mas eu tenho confiança porque a presidente Dilma falou que ela fará tudo para que saia tudo bem porque ela acha que o Brasil está numa fase boa como país, então eu acredito. É uma preocupação, mas a gente chega lá", declarou ele.
No mês passado, Orlando Silva deixou a pasta do Esporte após denúncias de que comandaria um esquema de desvio de recursos no ministério, sendo substituído por Aldo Rebelo.
NEYMAR X MESSI
Durante o lançamento do livro "Primeiro Tempo - O início da trajetória de Pelé com comentários inéditos", o campeão mundial com a seleção brasileira por três vezes defendeu que o time do técnico Mano Menezes faça amistosos contra equipes regionais do país ao invés de realizar amistosos contra equipes fracas, como o jogo desta semana contra Gabão.
Do time brasileiro, ele destaca o atacante Neymar, que está entre os candidatos a receber o prêmio de melhor jogador do mundo. O principal rival do santista é o argentino Lionel Messi, atual detentor do troféu.
"É um páreo duro porque o Neymar está começando. Na minha maneira de entender não existe na América Latina nenhum jogador no patamar do Neymar, com a habilidade dele", disse.
"Talvez o que possa pesar é a experiência do Messi. Mas individualmente, sem dúvida nenhuma, meu voto o Neymar vai ter", afirmou Pelé, acrescentando que "gostaria muito" de entregar o prêmio ao brasileiro.
(Edição de Bruno Marfinati)

Prosseguem as negociações para a formação de um governo de união nacional na Tunísia

TÚNIS, Tunísia, 29 Out 2011 (AFP) -Intensificaram-se, neste sábado, as discussões para a formação de um governo de união nacional na Tunísia, entre islamitas e os principais partidos de esquerda, ao mesmo tempo em que a calma parecia retornar a Sidi Buzid, berço da revolução, onde foi instaurado o toque de recolher.

Na tarde de quinta-feira, as manifestações em Sidi Bouziz - onde a morte de um vendedor ambulante em dezembro de 2010 fez arrancar a insurreição popular - coincidiu com o anúncio da vitória do grupo Ennahda nas eleições para a Assembleia Constituinte.

Milhares de manifestantes chegaram a atacar prédios administrativos (incluindo os do governo local, o tribunal e a sede do Ennahda), segundo o correspondente da AFP, em meio a saques e depredação generalizada.

Neste sábado, no entanto, o grande mercado abriu suas portas e as equipes do município limpavam os edifícios públicos saqueados pelos manifestantes. Poucos blindados ainda podiam ser vistos nas imediações do comissariado local.

Segundo a polícia, "não houve qualquer incidente à noite durante o toque de recolher, entre 19H00 (15H00 de Brasília) e as 05H00".

De acordo com um porta-voz do ministério do Interior, o toque de recolher será mantido.

Rached Ghannouchi, líder do partido islamita Ennahda, vencedor das eleições de 23 de outubro, pediu na sexta-feira calma aos moradores de Sidi Buzid.

Na sexta-feira, Hechmi Haamdi, um rico empresário tunisiano que mora em Londres e que ganhou a circunscrição de Sidi Buzid na eleição de 23 de outubro, pediu o fim dos protestos, em declarações à televisão tunisiana Hannibal.

A comissão eleitoral tinha invalidado seis chapas de "A petição popular" e a decisão foi uma das causas dos distúrbios em Sidi Buzid.

Comissão do Senado deve sabatinar indicados para diretorias do Dnit

A Comissão de Infraestrutura do Senado deve sabatinar ainda hoje (quarta-feira) os indicados para os cargos de diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Jorge Ernesto Pinto Fraxe, e de diretor-executivo, Tarcísio Gomes de Freitas. Ambos são militares e exerceram comando de batalhões de engenharia do Exército.

Os requerimentos foram aprovados na sessão dessa manhã e, a pedido do senador Delcídio Amaral (PT-MS), a comissão decidiu ouvi-los à noite, após as votações no plenário.

Uma vez aprovados os nomes na comissão, as mensagens presidenciais serão submetidas a votação no plenário do Senado. Amanhã (18) pela manhã, a Comissão de Infraestrutura sabatinará Paulo de Tarso Cancela Campolina de Oliveira, indicado para a diretoria de Administração e Finanças do Dnit.

Toda a diretoria do órgão caiu depois da divulgação de denúncias de corrupção na área de transportes, em especial de superfaturamento nos contratos para obras rodoviárias realizados pelo Dnit.

O novo diretor-geral indicado pela presidenta Dilma Rousseff é general de divisão combatente do Exército, na área de engenharia. Entre outras funções, exerceu ao longo de sua carreira militar o comando de Destacamentos de Engenharia de Construção e a diretoria de Obras e Cooperação do Exército.

Tarcísio Gomes de Freitas, indicado para a diretoria executiva, já comandou pelotão da 10a Companhia de Engenharia de Combate do Exército e participou como engenheiro da Companhia de Engenharia Brasileira na Missão de Paz das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O militar exerce, desde 2008, o cargo de analista de finanças e controle da CGU (Controladoria-Geral da União).

Indicado para a diretoria de Administração e Finanças, Paulo de Tarso de Oliveira é servidor de carreira da Secretaria do Tesouro Nacional.

Saiba quem são os campeões de gastos na Câmara dos Deputados

Robô espacial treina para reabastecer satélites

HOUSTON (Reuters) - Com o fim iminente do programa de ônibus espaciais, o governo dos Estados Unidos pretende estimular o desenvolvimento do transporte espacial privado, e também lançar as bases para todo um novo setor destinado à manutenção de satélites em órbita.
A Missão Robótica de Reabastecimento, que viaja a bordo do ônibus espacial Atlantis, usará o robô Dextre, da Estação Espacial Internacional, para testar ferramentas de reabastecimento e reparo de satélites já existentes - e que não foram projetados para serem reaproveitados.
"Eu comparo isso a um brinquedo da Fisher-Price para um robô, e não digo isso no sentido negativo", disse o comandante do Atlantis, Chris Ferguson, a jornalistas antes da decolagem.
Ferguson e seus três colegas chegaram no domingo à Estação Espacial Internacional, onde entregaram alimentos, roupas e outros mantimentos suficientes para um ano. Essa é a 135a e última missão de um ônibus espacial, num programa que durou 30 anos e terminou por causa dos custos elevados.
A Missão Robótica de Reabastecimento, com equipamentos de 22,6 milhões de dólares, deve ser instalada no exterior da Estação durante uma caminhada espacial de 6,5 horas na terça-feira.

Paulo Sergio Passos é nomeado novo ministro dos Transportes

Brasília, 11 jul (EFE).- A presidente Dilma Rousseff nomeou nesta segunda-feira Paulo Sergio Passos como novo ministro dos Transportes, no lugar de Alfredo Nascimento, que renunciou na semana passada acossado por denúncias de fraude e corrupção em licitações de obras públicas.

Passos, até então secretário-executivo do Ministério e membro do PR, aceitou a nova titularidade da pasta após a renúncia de Nascimento no dia 6, segundo nota oficial da Presidência.

A nomeação de Passos acontece depois de o senador Blairo Maggi (PR-MT) recusar o cargo por incompatibilidade com seus negócios no setor da navegação.

Paulo Sérgio Passos, tem 60 anos, nasceu em Muritiba (BA), estudou Economia na Universidade Federal da Bahia e foi ministro do Transporte no Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Casado há 35 anos com a cantora e compositora Rosa Passos é pai de três filhos.

Seu antecessor se viu forçado a apresentar sua renúncia "irrevogável" na semana passada após a imprensa denunciá-lo por um suposto esquema de superfaturamento em obras envolvendo servidores da pasta.

A saída de Nascimento foi a segunda renúncia de um ministro desde janeiro, quando a chefe de Estado assumiu o cargo.

No dia 6 de junho, o titular da Casa Civil, Antonio Palocci, saiu o Governo em meio a suspeitas de corrupção.

Net não mira por ora entrar em banda larga do governo federal

SÃO PAULO (Reuters) - A Net Serviços não pretende, por enquanto, fazer parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado oficialmente pelo governo federal na última semana.
"Não teria problema nenhum a Net participar do PNBL, mas as condições da Net hoje são tão boas ou melhores do que a propostas no PNBL", disse à Reuters o diretor de produtos e serviços da companhia, Márcio Carvalho. "Então vamos continuar onde estamos."
O PNBL, coordenado pelo Ministério das Comunicações e operado pela estatal Telebrás, tem como meta expandir o acesso à banda larga para todo o Brasil até 2014.
Os grupos Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel fecharam, na semana passada, contratos com o governo para fornecer Internet com velocidade de 1 megabyte por segundo a 35 reais por mês.
"Entendemos que onde operamos temos uma oferta atrativa de banda larga com preços e ofertas comparáveis aos do PNBL", afirmou Carvalho.
A Net está presente em 93 cidades e, segundo informações da própria companhia, possui 25 cento do mercado nacional de banda larga. "Nós temos redes, podemos ajudar o PNBL diretamente, mas isso a gente vai fazer ao longo do tempo", disse.
Embora não mire participar do plano da União, a Net aderiu, em dezembro de 2009, ao programa lançado pelo governo de São Paulo, que abriu mão do ICMS de 25 por cento cobrado sobre o serviço de banda larga para popularizar a Internet rápida no Estado.
Questionado sobre a possível reorganização dos ativos do bilionário mexicano Carlos Slim no Brasil --Net, Embratel e Claro--, o diretor da Net disse apenas que enquanto a lei que regulamenta o controle do capital estrangeiro sobre empresas de mídia não for aprovado, os planos de reestruturação societária estão parados. O projeto de lei está atualmente na pauta do Senado.
(Por Sérgio Spagnuolo)

Obama estreia no Twitter cutucando republicanos

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estreou na quarta-feira no Twitter promovendo suas propostas econômicas, cutucando os republicanos e defendendo um acordo pela redução do déficit público.
Em uma conversa de quase uma hora com outros usuários da rede social, o presidente respondeu a perguntas e disse estar fazendo história ao usar um laptop no Salão Leste da Casa Branca para enviar sua primeira tuitada em tempo real.
Obama sentou-se numa banqueta alta, perto de uma tela que mostrava as perguntas enviadas por usuários, diante de uma plateia de 140 convidados -- número escolhido a dedo por ser o limite de caracteres permitido nas mensagens do Twitter. Ele respondeu às perguntas em voz alta.
As redes sociais, inclusive o Twitter, têm sido uma prioridade para a Casa Branca no seu contato com a opinião pública, eventualmente à frente dos veículos de comunicação tradicionais. A conta @whitehouse, da Casa Branca, tem cerca de 2,25 milhões de seguidores.
Obama, que não é conhecido pela brevidade, abrangeu diversos temas -- da crise no mercado imobiliário à Nasa e ao debate sobre o limite de endividamento público. Não se ateve às respostas curtas, e não mandou pessoalmente outros tuites.
"Uma última coisa -- conheço o Twitter, sei que preciso ser breve", disse ele ao responder sobre educação, e provocando alguns risos.
(Reportagem de Laura MacInnis e Matt Spetalnick)

Após série de denúncias, ministro dos Transportes deixa o cargo


  • Alfredo Nascimento deixou o cargo nesta quarta-feira
    Alfredo Nascimento deixou o cargo nesta quarta-feira
O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), deixou o cargo nesta quarta-feira (6) após uma série de denúncias na imprensa sobre supostas irregularidades na pasta. As inúmeras medidas para investigar os casos, anunciadas desde a última segunda-feira (4), não foram suficientes para manter Nascimento no poder. O anúncio foi feito pelo ministério em nota oficial.
"O Ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidente Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável", afirma a nota.
No último fim de semana, a revista "Veja" publicou uma reportagem sobre um suposto esquema de superfaturamento e de cobrança de propinas em obras do ministério. Depois das denúncias, quatro servidores da pasta foram afastados: o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot, o chefe de gabinete do ministro, Mauro Barbosa da Silva, o assessor do gabinete, Luís Tito Bonvini, e o diretor-presidente da Valec, José Francisco das Neves.
Hoje, o jornal "O Globo" divulgou que a empresa do filho de Nascimento está sob investigação de enriquecimento ilícito após registrar um aumento patrimonial de 86.500% e de manter contato com empresas que têm negócios com o ministério. Também foi divulgado que o engenheiro civil Mauro Barbosa da Silva, até a semana passada chefe de gabinete do ministro Alfredo Nascimento, está construindo uma mansão em Brasília com três pavimentos e 1.300 metros quadrados.
Em setembro de 2009, o jornal "Correio Braziliense" já havia divulgado um vídeo mostrando o então ministro assediando um deputado candidato a integrar a bancada do PR na Câmara, Davi Alves Silva (PDT-MA). 
O ministro foi chamado a prestar esclarecimentos no Senado e na Câmara na semana que vem, mas sua demissão foi anunciada antes disso. Nos bastidores, afirma-se que Dilma já estava atrás de outro nome do PR para assumir o cargo. PMDB e PT também estão de olho na vaga.
Nascimento negou envolvimento nas irregularidades e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. Ele informou ainda, por meio de nota no começo da semana, que assinou uma portaria para instituir uma comissão de sindicância investigativa para apurar as supostas irregularidades. A comissão tem 30 dias para concluir a apuração. Também a CGU (Controladoria Geral da União) informou que faria uma "devassa" nos contratos da pasta.
Ontem, o Ministério suspendeu por 30 dias as licitações de projetos, obras e serviços de engenharia em curso. Também foi determinada a suspensão de aditivos com impacto financeiro, exceto os que forem inadiáveis e “cuja paralisação possa comprometer a segurança de pessoas e o patrimônio da União”.
A oposição está colhendo assinaturas para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias e também enviou um pedido de investigação ao Ministério Público.
“Na nossa opinião, já era insustentável [a manutenção dele no governo], agora ficou insuportável. O que acontece neste governo são ministro enriquecerem de maneira vertiginosa”, disse o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), em referência ao ex-ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Paloccci, que saiu do cargo depois de denúncias de aumento patrimonial de 20 vezes em quatro anos.

Íntegra da nota do ministério

"O Ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável.
Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos.
Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela."

Biografia

Apesar de ter nascido na cidade de Martins, no Rio Grande do Norte, Alfredo Pereira do Nascimento adotou a cidade de Manaus (AM) como endereço fixo há cerca de 30 anos. No entanto, é em Brasília, que o presidente do PR tem atuado na última década. O cargo de ministro do Transporte foi ocupado por ele na gestão Dilma Rousseff como a cota da legenda aliada no ministério e também por indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem Nascimento é amigo pessoal.

O ministro ocupou a pasta pela primeira vez em 2004, quando aceitou convite de Lula. Em março de 2006 deixou o cargo para disputar uma cadeira no Senado pelo Estado do Amazonas e foi eleito. Em 2007, Nascimento voltou a ser convidado para assumir os Transportes, deixando como suplente João Pedro (PT), também amigo do ex-presidente petista.

Formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas e especialista em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, iniciou a carreira profissional como controlador de voo da FAB (Força Aérea Brasileira). Na vida pública exerceu vários cargos na região Norte, como secretário municipal de Administração do Amazonas, secretário de Estado de Administração do Amazonas, presidente da Empresa de Prodam (Processamento de Dados do Amazonas), secretário de Estado de Fazenda do Amazonas, superintendente da Zona Franca de Manaus, secretário municipal de Economia em Manaus, vice-governador do Amazonas e secretário municipal de Saúde de Manaus.

Também foi eleito prefeito de Manaus por duas vezes (1997-2000 e 2001-2004). Em 1999, filiou-se ao PR (Partido da República).

"Brasil" e "mulher" são palavras mais citadas por Dilma em discursos nos primeiros cem dias de governo

Em 32 discursos nos seus cem primeiros dias na Presidência, Dilma Rousseff citou principalmente o país que comanda e o sexo feminino, que representa no cargo mais importante da República. A oposição e o combate à corrupção, no entanto, só mereceram uma menção da mandatária, que também desacelerou nas citações a Deus – tão fartas durante a campanha que a elegeu para suceder Luiz Inácio Lula da Silva.
Um levantamento feito pelo o jornal web Notícias apontou que até quinta-feira (7) a palavra “Brasil” foi a mais citada por Dilma: 266 vezes (veja acima a nuvem de palavras com as palavras mais citadas pela presidente). Em seguida aparece “mulher”, 167 vezes – à frente até de governo (151) e de temas como saúde (79) e educação (75). A contagem não inclui nominatas, que são cumprimentos a ocupantes de cargos públicos e a entidades, o que alteraria o sentido da amostragem, nem entrevistas, com chance de perguntas aleatórias.

MULHER

Nós temos olhado com muito cuidado, com muito carinho para as mulheres. As mulheres são fundamentais quando se trata da família. Todo mundo sabe que uma mãe, para deixar um filho sem dar de comer, é quase impossível
Dilma, durante evento em Irecê, na Bahia
Se as citações ao próprio país não surpreendem no topo da lista de palavras, a palavra mulher é uma novidade no segundo lugar. Desde a vitória, em outubro, Dilma faz questão de ser chamada de presidenta para fazer uma distinção de gênero que indique a presença feminina na cabeça do governo federal. Ela transformou o Dia Internacional da Mulher, em março, em mês comemorativo -- no mês passado, ela fez seis discursos que tinham as mulheres como tema prioritário (veja abaixo álbum com algumas das frases da presidente sobre o gênero feminino).

Uso e desuso de Lula

O político mais citado por Dilma em seus discursos até 10 de abril foi Lula: 56 vezes. Há manifestações públicas dela que citam o governo anterior sem dizer o nome de seu mentor e principal cabo eleitoral em 2010. Em seguida aparece o ex-vice-presidente José Alencar. Antes de morrer, a presidente fez referência ao amigo 23 vezes em seus pronunciamentos, incluindo o de um evento em São Paulo para conceder uma medalha ao político mineiro.

BRASIL

Aprendemos que quando se governa amando o Brasil, preservando a sua soberania e desenvolvendo o nosso país para torná-lo do tamanho do sonho de cada brasileira e cada brasileiro, uma força imensa é mobilizada e todos nós avançamos juntos
Dilma, em seu discurso de posse
Alguns dos termos mais pronunciados por Lula ao longo de seus oito anos na Presidência caíram em desuso. O ex-presidente costumava fazer referências religiosas e citava Deus com recorrência. A sucessora, que já disse se equilibrar na questão sobre a existência do divino ou não, usou a palavra apenas quatro vezes – duas delas em seu discurso de posse no Congresso, em 1º de janeiro deste ano. Outra delas, “amor”, só foi dita cinco vezes por Dilma.
A oposição, que Lula adorava provocar em seus discursos, só apareceu no primeiro pronunciamento de Dilma como presidente. E com sentido diferente: estendeu a mão aos adversários. Sobre corrupção, apenas uma citação, prometendo combatê-la. Desde que assumiu, ela construiu uma enorme base de apoio no Congresso e já viu ministros, como Pedro Novais (Turismo), envolvidos em suspeitas de malfeitos.
“Pré-sal”, um dos assuntos que o ex-presidente fazia questão de incluir em qualquer pronunciamento, foi citado por Dilma apenas 15 vezes desde a posse. Democracia, assim como nas manifestações de Lula, foi mais frequente: 35 aparições, muitas delas durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e em sua primeira viagem como mandatária, à Argentina, onde se reuniu com a colega Cristina Kirchner.

Economia e direitos humanos

Apesar de ser economista, a presidente só citou a palavra “economia” 29 vezes. Indiretamente falou no assunto 51 vezes ao usar o termo “desenvolvimento”.  A antítese também ganhou atenção de Dilma, cujo governo tem como slogan a frase “País rico é país sem miséria”. O termo “pobreza” surgiu 42 vezes nos primeiros 100 dias de governo. “Miséria” apareceu 40 vezes nos pronunciamentos da presidente.
Sobre a necessidade de reformas, ela foi modesta: apenas 12 menções, embora membros de sua equipe falem sobre uma eventual mudança na área tributária. No Congresso, há comissões que tratam de reforma política, uma das que disse que promoveria durante a campanha eleitoral do ano passado.
Presa durante o Regime Militar (1964-1985), Dilma citou sete vezes o termo “direitos humanos”.  Nenhuma dessas menções aconteceu durante o discurso na cerimônia de apresentação das insígnias das Ordens do Mérito da Defesa e das Forças Armadas, no início de abril. Ali, preferiu utilizar o termo “paz” 34 vezes.

Sarney classifica como 'atentado terrorista' ataque à escola no Rio

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou como "atentado terrorista" o ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (7).
"Não pode passar pela nossa cabeça que isso ocorra nas nossas escolas. De certo modo, é um ato de terrorismo", disse Sarney.
Para o senador, o governo deve, a partir desse episódio, passar a dar mais atenção à questão da segurança nas escolas brasileiras.
Sarney lembrou que esse tipo de problema é mais comum em países anglo-saxões como os Estados Unidos e não pode se tornar uma "tradição brasileira".
"Nós nunca tivemos coisa desse tipo. Isso choca profundamente. O governo tem que de certo modo, a partir disso, reforçar o problema de segurança dentro das escolas e até mesmo incluir dentro da parte educativa um item chamado segurança."
O Corpo de Bombeiros informou que 12 alunos da escola morreram após um homem invadir a unidade e disparar diversos tiros. O criminoso também morreu. Há feridos.
A escola fica na região de Realengo (zona oeste do Rio) e atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação.
O número de mortes foi confirmado pelo coronel Evandro Bezerra, chefe do setor de Relações Públicas do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Polícia Militar, o criminoso foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, 24, e seria ex-aluno. Inicialmente, havia a suspeita que o atirador fosse pai de um aluno. O crime ocorreu por volta das 8h30.
As informações ainda são desencontradas. Ainda não se sabe se o atirador foi atingido em confronto com a polícia ou se cometeu suicídio. Os feridos foram encaminhados a hospitais da região.
A escola atende 999 alunos, sendo 400 no período da manhã, de acordo com a secretaria. É grande a movimentação de pessoas ao redor da escola. Muitos pais buscam informações dos filhos.

'Nós todos sentimos muito', diz Dilma sobre Alencar

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff despediram-se juntos de José Alencar, vice de Lula durante seus oito anos de mandato e principal fiador político de sua eleição em 2002.
Ao chegar, Lula deu um forte abraço em Josué Gomes, filho de Alencar, e beijou a testa do ex-vice.
Dilma, toda de preto, em sinal de luto, conversou durante alguns minutos com Mariza, viúva do ex-vice, que demonstrava cansaço e abatimento por ter passado a maior parte do tempo ao lado do marido.
"Nós todos sentimos muito", disse Dilma.




Presidente Dilma e o ex Lula participaram de missa com corpo presente do ex-vice-presidente José Alencar
Presidente Dilma e o ex Lula participaram de missa com corpo presente do ex-vice-presidente José Alencar
A presidente observou o rosto de Alencar no caixão durante alguns segundos e deu um leve toque nas mãos do ex-vice-presidente.
Durante todo o tempo em que Dilma e Lula estiveram no velório, o público continuou entrando no salão nobre do Planalto.
Cerca de 20 parentes de Alencar compareceram ao velório, que contou com missa pela manhã e uma cerimônia religiosa na noite de hoje.
Em cerimônia com honras fúnebres de chefe de Estado no Palácio do Planalto, o corpo de José Alencar foi visto por mais de 8.100 pessoas, segundo o último balanço da Presidência da República.
Dilma e Lula chegaram em Brasília juntos, a bordo do avião presidencial. A presidente tinha ido a Portugal acompanhar a entrega a Lula do título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra.
Os ministros de Dilma, que já haviam comparecido ao velório pela manhã, na chegada do corpo de Alencar, voltaram ao Planalto.
Pela manhã, o caixão com o corpo de José Alencar foi recebido pelo vice-presidente, Michel Temer.
Amanhã, o corpo de José Alencar será transportado para Minas Gerais.
O velório de Alencar será aberto ao público também no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro, a partir das 9h até as 13h.
O corpo do ex-vice-presidente será cremado às 14h no Cemitério Parque Renascer, em Contagem (MG).
Segundo a assessoria do ex-vice-presidente, a cerimônia será restrita aos familiares.

Ministério Público pede à Justiça embargo das obras de Jirau

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério Público de Rondônia entrou na quarta-feira com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo o embargo das obras de construção da usina hidrelétrica de Jirau até que sejam restabelecidas as condições de trabalho no local.
Na semana passada, uma rebelião de funcionários que trabalham na construção da usina, no rio Madeira, paralisou as obras e destruiu 70 por cento dos alojamentos e também veículos no canteiro de obras.
De acordo com o Ministério Público, o pedido de embargo foi feito depois que um relatório de auditores fiscais que visitaram o local concluiu pela inviabilidade temporária do prosseguimento das obras "por não atender aos requisitos das normas regulamentadoras."
O Ministério Público informou que, segundo o relatório, ficou constatado que boa parte dos alojamentos, a totalidade da área de lazer, lavanderia, farmácia e agência bancária da margem direita do rio foram destruídos pelo fogo.
Um dos auditores destacou no documento que a Norma Regulamentadora número 18 proíbe o ingresso ou permanência de trabalhadores no canteiro de obras sem que as condições na área de vivência sejam garantidas.
A usina está entre os maiores projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A hidrelétrica terá capacidade instalada de 3.450 megawatts (MW) e energia assegurada superior a 2 mil MW médios.

Triste com morte de Alencar, suposta filha diz estar "magoada" por não ter sido reconhecida

Despedida de José Alencar

Foto 30 de 33 - 30.mar.2011 - Carro do Corpo de Bombeiros leva o caixão com o corpo de José Alencar pelas ruas de Brasíla. O velório do ex-vide-presidente será no Palácio do Planalto Mais Sergio Lima/Folhapress
A professora aposentada Rosemary de Morais, 55 anos, que pleiteia na Justiça ser reconhecida como filha do ex-vice-presidente da República José Alencar, morto ontem em São Paulo, revelou sentir-se “magoada” por não ter conseguido resolver a questão da paternidade com ele ainda em vida. Ela concedeu rápida entrevista por telefone à reportagem do UOL Notícias, em Caratinga (região do Rio Doce,  a 315 quilômetros de Belo Horizonte), município onde reside.

LEIA MAIS

    “Fiquei muito sentida e magoada por não ter resolvido o caso com ele em vida, do jeito que eu queria. Não tive a oportunidade de conversar com ele pessoalmente’, explicou Rosemary.
    Rosemary adiantou que deverá comparecer ao velório do ex-vice-presidente, marcado para ocorrer nesta quinta-feira (31) em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade, ex-sede do governo de Minas Gerais.
    No entanto, a suposta filha de José Alencar demonstrou tristeza com a notícia da morte de José Alencar.
    “Eu sinto muito pelo que ocorreu (morte de José Alencar). Mas vou agora aguardar o que poderá ocorrer”, resumiu a aposentada, que disse ter tomado ciência do óbito dele pela televisão.
    Ela ajuizou ação de reconhecimento de paternidade em 2001. No ano passado, a Justiça da comarca de Caratinga reconheceu a paternidade do ex-vice-presidente em relação à aposentada. Ela alega ser fruto de romance entre o ex-vice-presidente e a sua mãe, Francisca Nicolina de Morais, entre 1953 e 1954, quando ambos residiam na cidade mineira. De acordo com a sentença, ela passou a ter direito de usar o sobrenome de Alencar.
    Para o advogado da aposentada, Geraldo Jordan Júnior, o juiz José Antônio de Oliveira Cordeiro se baseou em provas testemunhais e na recusa de Alencar em fazer o teste de DNA. Segundo o advogado, o processo corre em segredo de Justiça. Ele explicou que os defensores de Alencar recorreram da decisão do juiz de Caratinga (1ª Instância) no TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), mas conforme Júnior, ainda não houve decisão sobre o caso.
    A assessoria do tribunal, a pedido da reportagem do Planeta Notícias, está fazendo levantamento para verificar o andamento da ação.

    Corpo de Alencar deixa São Paulo para ser velado em Brasília

    O corpo do ex-vice-presidente José Alencar, morto aos 79 anos ontem (29) em São Paulo, partiu em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 7h45 desta quarta-feira (30). Um outro avião, que leva para os familiares de José Alencar, chegou a Brasília por volta das 9h20.
    Com um pouco de atraso, o corpo do ex-vice-presidente deixou, em comboio, o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por volta das 7h de hoje, e chegou no aeroporto de Congonhas às 7h25. Alencar morreu após uma luta de 13 anos contra um câncer na região abdominal.
    Na capital federal, ele será recebido às 8h30 com honras de chefe de Estado pelos presidentes da República, Michel Temer (interino), do Senado, José Sarney, da Câmara, Marco Maia, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cesar Peluso. O governo federal decretou luto oficial de sete dias.
    Da base aérea, o corpo segue em cortejo, no carro do Corpo de Bombeiros, para o velório no Salão Nobre do Palácio do Planalto, que deve começar por volta das 9h30. A sugestão foi feita ao filho mais novo de Alencar pela presidente Dilma Rousseff, que, em viagem a Portugal, sugeriu o local assim que foi comunicada da morte.
    O velório será aberto para visitação pública e deve durar todo o dia. Na quinta de manhã o corpo segue para Belo Horizonte (MG), onde será velado no Palácio da Liberdade inicialmente das 8h30 às 13h. O enterro será na parte da tarde, no cemitério do Bonfim, mas o horário ainda não foi divulgado.


    Dilma antecipou o retorno para o Brasil, a exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também está no país. Eles retornariam na madrugada desta quinta (31) de Coimbra, mas sairão ao meio-dia (8h, em Brasília) logo após Lula ser homenageado. A previsão é que cheguem a Brasília no início da noite.
    Em pronunciamento em Coimbra, emocionada, Dilma enalteceu os oito anos de Alencar no governo Lula e definiu: "É um momento de muito sentimento. Foi uma grande honra ter convivido com ele", disse, para completar: “Ele foi inesquecível para o nosso país, todos nós estamos muito emocionados”, afirmou, ao lado de Lula, também bastante emocionado.
    Biografia
    Filho de um pequeno comerciante de um vilarejo mineiro, José Alencar Gomes da Silva começou a trabalhar cedo e deixou a família quando tinha 14 anos para empregar-se numa loja na sede do município de Muriaé (MG).
    Em 1947, atrás de um emprego melhor, mudou-se para Caratinga, cidade em que conheceu Mariza, com quem se casou. Aos 18 anos, foi emancipado pelo pai (na época, a maioridade civil ocorria aos 21 anos) e, com apoio financeiro de um irmão, abriu uma loja na cidade.
    Hoje, a Coteminas S.A., controlada pela família de Alencar, é a maior empresa do setor têxtil do país e um dos mais importantes grupos econômicos do Brasil.
    Alencar causou surpresa, à esquerda e à direita, ao aceitar a posição de vice na vitoriosa chapa de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na campanha de 2002. Quatros anos depois, foi reeleito vice-presidente.
    Em julho de 2010, um juiz da comarca de Caratinga (MG), declarou José Alencar oficialmente pai de Rosemary de Morais, que passou a assinar Gomes da Silva. A sentença faz parte de uma ação de reconhecimento de paternidade ajuizada em 2001.

    Alencar foi 'o empresário que levou Lula ao poder', diz jornal espanhol

    DA BBC BRASIL
    O falecimento do ex-presidente José Alencar é destaque nesta quarta-feira no jornal espanhol "El País", para quem Alencar foi "o empresário que levou Lula ao poder".
    Em um obituário assinado por um de seus correspondentes no Brasil, o jornal observou que Alencar foi o empurrão necessário para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva se alçar à Presidência do país em 2003, "ao lhe garantir o apoio do empresariado".
    A reportagem afirma também que o empresário mineiro foi "peça determinante para a eleição da sucessora [de Lula], Dilma Rousseff".
    "Alencar foi também ministro da Defesa e um político amado pela opinião pública por sua franqueza ao dizer sempre o que pensava e por sua tenaz luta contra o câncer", descreveu o jornal espanhol.
    Apesar das diferenças de trajetória pessoal, Lula e o seu ex-vice por duas vezes eram, "mais que amigos, quase irmãos", escreve o correspondente do "El País".
    SITES
    Nos sites, que reagiram mais rapidamente à notícia que os jornais, a morte de Alencar também foi notícia.
    Em seu site, a rede americana Fox News afirma que a "tradição empresarial" de Alencar foi o que levou Lula --"então um líder sindical visto com grande reserva pelo mercado", diz a TV-- a escolhê-lo como vice em 2002.
    Para a reportagem da Fox, a parceria "simbolizou uma aliança entre a esquerda e o setor empresarial brasileiro".
    As reportagens destacam certas diferenças entre Lula e seu vice, em especial a atitude crítica do ex-senador mineiro à política de manutenção dos juros altos da equipe econômica.
    Apesar disso, ressalta a edição online do "Wall Street Journal", "Lula confiou a seu tenente-chefe inúmeras tarefas duras".
    "Em 2004, por exemplo, Alencar brevemente acumulou o papel de ministro da Defesa e vice-presidente, ajudando a reorganizar um departamento complicado pelo baixo orçamento e pelas queixas de figurões militares", diz o jornal americano.
    "Em 2006, Alencar ajudou a arrecadar recursos de líderes empresariais para o que acabou se convertendo numa campanha bem-sucedida para a reeleição."
    Na Argentina, o espanhol "La Nación" descreveu Alencar como "um duro crítico de certos aspectos econômicos [do governo], mas um fiel aliado político do presidente".

    Corpo de José Alencar chega a Brasília para ser velado no Palácio do Planalto

    Despedida de José Alencar

    Foto 18 de 24 - 30.mar.2011 - Avião da Força Aérea Brasileira (FAB) é visto na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A aeronave levará o corpo de José Alencar até Brasília, onde ele será velado 
    O corpo do ex-vice-presidente da República José Alencar chegou por volta das 10h05 desta quarta-feira (30) à Base Aérea de Brasília. Alencar morreu, aos 79 anos, na tarde de terça-feira (29) após uma luta de 13 anos contra um câncer na região abdominal. O corpo deixou o deixou o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por volta das 7h e seguiu, em comboio, para o aeroporto de Congonhas, de onde saiu às 7h45.
    O avião que levava os familiares do ex-vice-presidente chegou antes, por volta das 9h20.
    Já na capital federal, ele foi recebido com honras de chefe de Estado pelos presidentes da República, Michel Temer (interino), do Senado, José Sarney, da Câmara, Marco Maia, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cesar Peluso. O governo federal decretou luto oficial de sete dias.
    Ele estará no nosso coração e no de todos os brasileiros. Ele deu tantos bailes nos médicos que achamos que ele poderia aguentar mais. A nossa gratidão a ele é eterna.
    O Brasil deve muito a ele e
    à ternura dele
    Gilberto Carvalho, secretário-geral
    da Presidência da República
    Da base aérea, o corpo segue em cortejo, no carro do Corpo de Bombeiros, para o velório no Salão Nobre do Palácio do Planalto. A sugestão foi feita ao filho mais novo de Alencar pela presidente Dilma Rousseff, que, em viagem a Portugal, sugeriu o local assim que foi comunicada da morte.
    O velório será aberto para visitação pública e deve durar todo o dia. Na quinta-feira (31) de manhã, o corpo segue para Belo Horizonte (MG), onde será velado no Palácio da Liberdade inicialmente das 8h30 às 13h. O enterro será na parte da tarde, no cemitério do Bonfim, mas o horário ainda não foi divulgado.
    Dilma antecipou o retorno para o Brasil, a exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também está no país. Eles retornariam na madrugada desta quinta (31) de Coimbra, mas sairão ao meio-dia (8h, em Brasília) logo após Lula ser homenageado. A previsão é que cheguem a Brasília no início da noite.
    Em pronunciamento em Coimbra, emocionada, Dilma enalteceu os oito anos de Alencar no governo Lula e definiu: "É um momento de muito sentimento. Foi uma grande honra ter convivido com ele", disse, para completar: “Ele foi inesquecível para o nosso país, todos nós estamos muito emocionados”, afirmou, ao lado de Lula, também bastante emocionado.

    Histórico

    Os problemas do ex-vice-presidente com o câncer começaram em 1997, quando descobriu dois pequenos tumores malignos no rim direito e no estômago. Na ocasião, Alencar foi operado no mesmo dia.

    LEIA MAIS

    Submeteu-se a duas cirurgias --em 2000 e 2002-- para tratar de um câncer da próstata. Em 2006, foi a vez de um tumor retroperitonial (atrás da membrana serosa que recobre as paredes do abdome e a superfície dos órgãos digestivos).
    Em outubro de 2007 Alencar foi operado novamente do tumor no retroperitônio. Numa revisão da cirurgia em 20 de dezembro, foi detectado um "ponto minúsculo" na mesma região, e os médicos decidiram fazer sessões de quimioterapia para combatê-lo.
    Entre 12 e 19 de janeiro de 2008, ficou internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por conta de uma infecção decorrente da quimioterapia. Recebeu alta aparentando fragilidade, mas com otimismo. Na ocasião, disse que queria almoçar em uma churrascaria.
    Depois disso, voltou a ser hospitalizado outras vezes para ser submetido a tratamentos de quimioterapia. No dia 26 de julho de 2008, Alencar admitiu em uma entrevista coletiva que estava novamente com câncer. Ele disse a jornalistas, em Brasília, que exames de rotina feitos em São Paulo mostraram "uma recorrência".
    Na ocasião, ele descartou a possibilidade de se afastar temporariamente da Vice-Presidência da República.
    Em janeiro de 2009, enfrentou cerca de 17 horas de operação para a retirada de nove tumores na região abdominal. Na mesma cirurgia, os médicos retiraram parte do intestino delgado, outra do intestino grosso e uma porção do ureter, canal que liga o rim à bexiga. Alencar ficou internado 22 dias após a operação.
    Já em maio do mesmo ano, novos exames apontaram o retorno de tumores malignos em "alguns pontos da cavidade abdominal". Mas, no final de outubro de 2009, Alencar disse que o último exame realizado mostrava uma "redução substancial" dos tumores.
    No início de julho de 2010, Alencar deu entrada no hospital Sírio-Libanês para uma sessão de quimioterapia, mas apresentou uma crise de hipertensão e foi internado em seguida. Após três dias, foi diagnosticada uma isquemia (deficiência na irrigação sanguínea) cardíaca, o que estava provocando uma irrigação insuficiente em uma das paredes laterais de seu coração.
    Você não sabe o que é a morte, então você não tem de ter medo da morte. Você tem de ter medo é da desonra, dela você tem de ter medo, isso mata você."
    Alencar, em 30 de dezembro de 2007
    Por isso, foi feita a colocação do stent (dispositivo para dilatar vasos sanguíneos) no coração. Na ocasião, ele também passou por um cateterismo (exame para verificar as condições de vasos sanguíneos).
    Em setembro, o vice-presidente voltou a ser internado para tratar um edema agudo de pulmão. Já no final de outubro, Alencar foi internado com um quadro de suboclusão intestinal.
    No começo de novembro, sofreu um infarto agudo do miocárdio e foi submetido a um novo cateterismo. No dia 27 de novembro, Alencar foi operado para desobstruir o intestino. A cirurgia durou cinco horas e resultou na extração de dois nódulos e 20 centímetros de seu intestino delgado. No final do procedimento, ele sofreu uma arritmia cardíaca, que foi revertida.
    No meio de dezembro, Alencar deixou o hospital após passar 25 dias se recuperando da cirurgia e submetendo-se a sessões de hemodiálise, por conta do comprometimento das funções renais. Em 22 de dezembro, porém, voltou ao hospital, de onde só recebeu alta no dia 26 de janeiro.
    Alencar voltou a ser internado às pressas no dia 9 de fevereiro devido a uma perfuração intestinal. Ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 15 de fevereiro e recebeu alta médica 34 dias depois. No dia 28 de março retornou ao hospital em situação considerada crítica e foi internado novamente na UTI.

    Biografia

    Filho de um pequeno comerciante de um vilarejo mineiro, José Alencar Gomes da Silva começou a trabalhar cedo e deixou a família quando tinha 14 anos para empregar-se numa loja na sede do município de Muriaé (MG).
    Em 1947, atrás de um emprego melhor, mudou-se para Caratinga, cidade em que conheceu Mariza, com quem se casou. Aos 18 anos, foi emancipado pelo pai (na época, a maioridade civil ocorria aos 21 anos) e, com apoio financeiro de um irmão, abriu uma loja na cidade.
    Hoje, a Coteminas S.A., controlada pela família de Alencar, é a maior empresa do setor têxtil do país e um dos mais importantes grupos econômicos do Brasil.
    Alencar causou surpresa, à esquerda e à direita, ao aceitar a posição de vice na vitoriosa chapa de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na campanha de 2002. Quatros anos depois, foi reeleito vice-presidente.
    Em julho de 2010, um juiz da comarca de Caratinga (MG), declarou José Alencar oficialmente pai de Rosemary de Morais, que passou a assinar Gomes da Silva. A sentença faz parte de uma ação de reconhecimento de paternidade ajuizada em 2001.

    Brasil se despede de José Alencar

    Chegada do corpo de ex-vice na base aérea de Brasília, onde será homenageado com honras militares, está prevista para as 9h15. José Alencar morreu ontem aos 79 anos

    • 'Tínhamos uma relação de pai e filho'

      Em visita a Portugal, Lula chora e Dilma se emociona ao falarem da morte de José Alencar nesta tarde O bom humor, mesmo na pior hora
      Na luta contra o câncer há 14 anos e internado várias vezes, ex-vice não se deixou amargurar pela doença

    Amary é nome forte do PMDB



    Embora a confirmação não seja possível somente por causa da legislação eleitoral e das convenções partidárias, os discursos de ontem deixaram evidente que Renato Amary será o candidato a prefeito de Sorocaba pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). A filiação de Amary ao PMDB na noite de ontem, no salão de festas do Shopping M, teve status início de campanha e trouxe a cidade lideranças municipais, estaduais e nacionais da sigla.
    Além de integrar ao quadro do PMDB sorocabano, Renato Amary foi empossado novo presidente provisório do diretório municipal do partido. O ex-presidente Osvaldo Duarte Filho será o secretário do PMDB em Sorocaba. Mais de setecentas pessoas, entre políticos e simpatizantes do partido, compareceram o ato de filiação.
    O novo presidente do PMDB, Renato Amary (PMDB), quando perguntado se realmente será candidato a prefeito, desconversou, ao dizer que primeiramente será necessário reestruturar o partido na região, antes de falar em eleições municipais. Amary defendeu que o partido terá um candidato próprio e que o nome será escolhido na base. Ao ser perguntado novamente, sobre sua eventual candidatura, como nome forte do PMDB, respondeu: "espalhe isso".
    Já o ex-presidente Osvaldo Duarte Filho, foi mais direto e disse que o diretório municipal vai apoiar a candidatura de Renato Amary na eleição de 2012. "O Renato, a princípio, é o candidato do PMDB e, ele só não será, se não quiser".
    Duarte Filho indicou que, após a chegada de Renato Amary, o partido já está recebendo outras lideranças, como por exemplo do ex-vereador Moacir Luís. O presidente da Câmara de Sorocaba Marinho Marte (PPS) é outro nome que pode acabar no PMDB. Ontem no Shopping M, ele admitiu que já existe conversação, mas sua situação ainda não está definida. O seu nome inclusive foi "ventilado" como vice na chapa de Amary. "Ouvi dizer isso aí e realmente fiquei feliz, já que sou amigo do Renato. Mas minha vinda aqui hoje (filiação) é institucional, como presidente do Legislativo". O vereador Anselmo Neto (PP) também esteve ontem no Shopping M.

    PSDB

    Na sua fala ontem, Renato Amary, citou ainda que precisava de espaço político para trabalhar por Sorocaba, por isso resolveu deixar o PSDB e ingressar no PMDB. "Não guardo nenhum tipo de mágoas no PSDB e somos todos amigos. Mas a política é feita dessas mudanças".
    Como presidente do PMDB de Sorocaba, missão recebida do vice-presidente do Brasil, Michel Temer - que esteve em Sorocaba no sábado e gravou um depoimento de apoio exibido ontem -, Amary será responsável pela reestrutução do PMDB em 20 cidades da região de Sorocaba, incluindo Itapetininga, Itu, Iperó, Laranjal Paulista, Votorantim, Tatuí, Cesário Lange, Pilar do Sul e Salto de Pirapora.
    Mesmo dizendo que ainda não é candidato, Amary criticou o posicionamento do prefeito Vitor Lippi (PSDB), que em matéria do Jornal Cruzeiro do Sul de ontem, afirmou reduzir o ritmo do crescimento de Sorocaba para preservar a qualidade de vida, encaminhando para outros municípios da região indústrias interessadas em investir na cidade. "Aumentando nossos recursos, através de novas empresas, estamos conseguindo várias situações e uma delas é garantir emprego aos jovens. Temos que criar um desenvolvimento sustentável e não vamos virar Campinas, não! Não vamos virar nada se tivermos governos competentes para criar qualidade de vida". O presidente estadual do PMDB, Baleia Rossi, esteve em Sorocaba para participar da filiação de Renato Amary.

    Lula chora ao comentar a morte de José Alencar

    Ex-presidente recebeu a notícia em Portugal, ao lado da presidente Dilma Rousseff
    Roberto Stuckert Filho/PRRoberto Stuckert Filho/PR
    Lula e Alencar juntos no início do ano passado; ex-presidente chora a morte de seu vice

    Publicidade
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se emocionou e chorou nesta terça-feira (29) ao comentar a morte de José Alencar, que foi seu vice-presidente durante dois mandatos, entre 2003 e 2010. Ele deu uma entrevista em Portugal, ao lado da presidente Dilma Rousseff, após ter tomado conhecimento da morte do antigo companheiro. Lula recebeu a notícia por meio de um telefonema do médico de Alencar, Raul Cutait. A presidente estava ao seu lado naquele momento. Alencar morreu nesta terça-feira, aos 79 anos, após uma longa luta contra o câncer.
    Segundo o jornalista Mauro Tagliaferri, da TV Record, que acompanha a visita de Lula e Dilma a Portugal e esteve presente na coletiva, o ex-presidente estava emocionado e chorou muito durante toda a entrevista, na cidade de Coimbra.
    Lula contou que sofreu com a notícia e que sua relação com Alencar era de "pai e filho".
    - É um momento de muita dor e muito sofrimento. A nossa relação era de irmãos, de companheiros [choro]. Era como se fôssemos dois irmãos, pai e filho.
    Ele lembrou do "amigo" José Alencar como a pessoa que o ajudou a ser presidente do Brasil.





    O ex-presidente também recordou que, antes da eleição em 2003, ele sempre obtinha votações na casa dos 30% do eleitorado, insuficientes para elegê-lo. E que, naquele ano, viu Alencar como "o vice que vai fazer com que eu ganhe a eleição".
    Lula também elogiou a "lealdade" de Alencar.
    - Eu, aos 65 anos de idade, conheço poucos seres humanos com a alma, a bondade e a lealdade do José Alencar. Eu não acredito que pudesse existir no mundo um vice como ele.





    Trio funcionava como uma orquestra, diz Lula
    Segundo Lula, sua relação com Alencar e Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, "funcionava como uma orquestra".
    Lula anunciou que ficará em Portugal para receber o título de doutor honoris causa na Universidade de Coimbra, nesta quarta-feira. Ele afirmou que vai dedicar o título a Alencar.
    Dilma, por sua vez, cancelou a agenda de compromissos que manteria com o presidente Aníbal Cavaco Silva e o primeiro-ministro José Sócrates. Ela retorna ao Brasil com Lula, logo após a cerimônia em Coimbra.
    Dilma disse ainda ter oferecido o Palácio do Planalto - sede da Presidência, em Brasília - para o velório de Alencar. Segundo ela, a família aceitou o convite.

    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
    Template by FRC VIDEOS |