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Futebol ao vivo
Pelé apoia Fifa em negociação com governo sobre leis da Copa
Prosseguem as negociações para a formação de um governo de união nacional na Tunísia
TÚNIS, Tunísia, 29 Out 2011 (AFP) -Intensificaram-se, neste sábado, as discussões para a formação de um governo de união nacional na Tunísia, entre islamitas e os principais partidos de esquerda, ao mesmo tempo em que a calma parecia retornar a Sidi Buzid, berço da revolução, onde foi instaurado o toque de recolher.
Na tarde de quinta-feira, as manifestações em Sidi Bouziz - onde a morte de um vendedor ambulante em dezembro de 2010 fez arrancar a insurreição popular - coincidiu com o anúncio da vitória do grupo Ennahda nas eleições para a Assembleia Constituinte.
Milhares de manifestantes chegaram a atacar prédios administrativos (incluindo os do governo local, o tribunal e a sede do Ennahda), segundo o correspondente da AFP, em meio a saques e depredação generalizada.
Neste sábado, no entanto, o grande mercado abriu suas portas e as equipes do município limpavam os edifícios públicos saqueados pelos manifestantes. Poucos blindados ainda podiam ser vistos nas imediações do comissariado local.
Segundo a polícia, "não houve qualquer incidente à noite durante o toque de recolher, entre 19H00 (15H00 de Brasília) e as 05H00".
De acordo com um porta-voz do ministério do Interior, o toque de recolher será mantido.
Rached Ghannouchi, líder do partido islamita Ennahda, vencedor das eleições de 23 de outubro, pediu na sexta-feira calma aos moradores de Sidi Buzid.
Na sexta-feira, Hechmi Haamdi, um rico empresário tunisiano que mora em Londres e que ganhou a circunscrição de Sidi Buzid na eleição de 23 de outubro, pediu o fim dos protestos, em declarações à televisão tunisiana Hannibal.
A comissão eleitoral tinha invalidado seis chapas de "A petição popular" e a decisão foi uma das causas dos distúrbios em Sidi Buzid.
Comissão do Senado deve sabatinar indicados para diretorias do Dnit
A Comissão de Infraestrutura do Senado deve sabatinar ainda hoje (quarta-feira) os indicados para os cargos de diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Jorge Ernesto Pinto Fraxe, e de diretor-executivo, Tarcísio Gomes de Freitas. Ambos são militares e exerceram comando de batalhões de engenharia do Exército.
Os requerimentos foram aprovados na sessão dessa manhã e, a pedido do senador Delcídio Amaral (PT-MS), a comissão decidiu ouvi-los à noite, após as votações no plenário.
Uma vez aprovados os nomes na comissão, as mensagens presidenciais serão submetidas a votação no plenário do Senado. Amanhã (18) pela manhã, a Comissão de Infraestrutura sabatinará Paulo de Tarso Cancela Campolina de Oliveira, indicado para a diretoria de Administração e Finanças do Dnit.
Toda a diretoria do órgão caiu depois da divulgação de denúncias de corrupção na área de transportes, em especial de superfaturamento nos contratos para obras rodoviárias realizados pelo Dnit.
O novo diretor-geral indicado pela presidenta Dilma Rousseff é general de divisão combatente do Exército, na área de engenharia. Entre outras funções, exerceu ao longo de sua carreira militar o comando de Destacamentos de Engenharia de Construção e a diretoria de Obras e Cooperação do Exército.
Tarcísio Gomes de Freitas, indicado para a diretoria executiva, já comandou pelotão da 10a Companhia de Engenharia de Combate do Exército e participou como engenheiro da Companhia de Engenharia Brasileira na Missão de Paz das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O militar exerce, desde 2008, o cargo de analista de finanças e controle da CGU (Controladoria-Geral da União).
Indicado para a diretoria de Administração e Finanças, Paulo de Tarso de Oliveira é servidor de carreira da Secretaria do Tesouro Nacional.
Robô espacial treina para reabastecer satélites
Paulo Sergio Passos é nomeado novo ministro dos Transportes
Passos, até então secretário-executivo do Ministério e membro do PR, aceitou a nova titularidade da pasta após a renúncia de Nascimento no dia 6, segundo nota oficial da Presidência.
A nomeação de Passos acontece depois de o senador Blairo Maggi (PR-MT) recusar o cargo por incompatibilidade com seus negócios no setor da navegação.
Paulo Sérgio Passos, tem 60 anos, nasceu em Muritiba (BA), estudou Economia na Universidade Federal da Bahia e foi ministro do Transporte no Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Casado há 35 anos com a cantora e compositora Rosa Passos é pai de três filhos.
Seu antecessor se viu forçado a apresentar sua renúncia "irrevogável" na semana passada após a imprensa denunciá-lo por um suposto esquema de superfaturamento em obras envolvendo servidores da pasta.
A saída de Nascimento foi a segunda renúncia de um ministro desde janeiro, quando a chefe de Estado assumiu o cargo.
No dia 6 de junho, o titular da Casa Civil, Antonio Palocci, saiu o Governo em meio a suspeitas de corrupção.
Marcadores: Governo
Net não mira por ora entrar em banda larga do governo federal
Obama estreia no Twitter cutucando republicanos
Após série de denúncias, ministro dos Transportes deixa o cargo
Alfredo Nascimento deixou o cargo nesta quarta-feira
Íntegra da nota do ministério
Biografia
O ministro ocupou a pasta pela primeira vez em 2004, quando aceitou convite de Lula. Em março de 2006 deixou o cargo para disputar uma cadeira no Senado pelo Estado do Amazonas e foi eleito. Em 2007, Nascimento voltou a ser convidado para assumir os Transportes, deixando como suplente João Pedro (PT), também amigo do ex-presidente petista.
Formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas e especialista em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, iniciou a carreira profissional como controlador de voo da FAB (Força Aérea Brasileira). Na vida pública exerceu vários cargos na região Norte, como secretário municipal de Administração do Amazonas, secretário de Estado de Administração do Amazonas, presidente da Empresa de Prodam (Processamento de Dados do Amazonas), secretário de Estado de Fazenda do Amazonas, superintendente da Zona Franca de Manaus, secretário municipal de Economia em Manaus, vice-governador do Amazonas e secretário municipal de Saúde de Manaus.
Também foi eleito prefeito de Manaus por duas vezes (1997-2000 e 2001-2004). Em 1999, filiou-se ao PR (Partido da República).
"Brasil" e "mulher" são palavras mais citadas por Dilma em discursos nos primeiros cem dias de governo
Um levantamento feito pelo o jornal web Notícias apontou que até quinta-feira (7) a palavra “Brasil” foi a mais citada por Dilma: 266 vezes (veja acima a nuvem de palavras com as palavras mais citadas pela presidente). Em seguida aparece “mulher”, 167 vezes – à frente até de governo (151) e de temas como saúde (79) e educação (75). A contagem não inclui nominatas, que são cumprimentos a ocupantes de cargos públicos e a entidades, o que alteraria o sentido da amostragem, nem entrevistas, com chance de perguntas aleatórias.
MULHER
Nós temos olhado com muito cuidado, com muito carinho para as mulheres. As mulheres são fundamentais quando se trata da família. Todo mundo sabe que uma mãe, para deixar um filho sem dar de comer, é quase impossível
Dilma, durante evento em Irecê, na Bahia
Uso e desuso de Lula
O político mais citado por Dilma em seus discursos até 10 de abril foi Lula: 56 vezes. Há manifestações públicas dela que citam o governo anterior sem dizer o nome de seu mentor e principal cabo eleitoral em 2010. Em seguida aparece o ex-vice-presidente José Alencar. Antes de morrer, a presidente fez referência ao amigo 23 vezes em seus pronunciamentos, incluindo o de um evento em São Paulo para conceder uma medalha ao político mineiro.BRASIL
Aprendemos que quando se governa amando o Brasil, preservando a sua soberania e desenvolvendo o nosso país para torná-lo do tamanho do sonho de cada brasileira e cada brasileiro, uma força imensa é mobilizada e todos nós avançamos juntos
Dilma, em seu discurso de posse
A oposição, que Lula adorava provocar em seus discursos, só apareceu no primeiro pronunciamento de Dilma como presidente. E com sentido diferente: estendeu a mão aos adversários. Sobre corrupção, apenas uma citação, prometendo combatê-la. Desde que assumiu, ela construiu uma enorme base de apoio no Congresso e já viu ministros, como Pedro Novais (Turismo), envolvidos em suspeitas de malfeitos.
“Pré-sal”, um dos assuntos que o ex-presidente fazia questão de incluir em qualquer pronunciamento, foi citado por Dilma apenas 15 vezes desde a posse. Democracia, assim como nas manifestações de Lula, foi mais frequente: 35 aparições, muitas delas durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e em sua primeira viagem como mandatária, à Argentina, onde se reuniu com a colega Cristina Kirchner.
Economia e direitos humanos
Apesar de ser economista, a presidente só citou a palavra “economia” 29 vezes. Indiretamente falou no assunto 51 vezes ao usar o termo “desenvolvimento”. A antítese também ganhou atenção de Dilma, cujo governo tem como slogan a frase “País rico é país sem miséria”. O termo “pobreza” surgiu 42 vezes nos primeiros 100 dias de governo. “Miséria” apareceu 40 vezes nos pronunciamentos da presidente.Sobre a necessidade de reformas, ela foi modesta: apenas 12 menções, embora membros de sua equipe falem sobre uma eventual mudança na área tributária. No Congresso, há comissões que tratam de reforma política, uma das que disse que promoveria durante a campanha eleitoral do ano passado.
Presa durante o Regime Militar (1964-1985), Dilma citou sete vezes o termo “direitos humanos”. Nenhuma dessas menções aconteceu durante o discurso na cerimônia de apresentação das insígnias das Ordens do Mérito da Defesa e das Forças Armadas, no início de abril. Ali, preferiu utilizar o termo “paz” 34 vezes.
Marcadores: Governo
Sarney classifica como 'atentado terrorista' ataque à escola no Rio
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou como "atentado terrorista" o ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (7).
"Não pode passar pela nossa cabeça que isso ocorra nas nossas escolas. De certo modo, é um ato de terrorismo", disse Sarney.
Para o senador, o governo deve, a partir desse episódio, passar a dar mais atenção à questão da segurança nas escolas brasileiras.
Sarney lembrou que esse tipo de problema é mais comum em países anglo-saxões como os Estados Unidos e não pode se tornar uma "tradição brasileira".
"Nós nunca tivemos coisa desse tipo. Isso choca profundamente. O governo tem que de certo modo, a partir disso, reforçar o problema de segurança dentro das escolas e até mesmo incluir dentro da parte educativa um item chamado segurança."
O Corpo de Bombeiros informou que 12 alunos da escola morreram após um homem invadir a unidade e disparar diversos tiros. O criminoso também morreu. Há feridos.
A escola fica na região de Realengo (zona oeste do Rio) e atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação.
O número de mortes foi confirmado pelo coronel Evandro Bezerra, chefe do setor de Relações Públicas do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Polícia Militar, o criminoso foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, 24, e seria ex-aluno. Inicialmente, havia a suspeita que o atirador fosse pai de um aluno. O crime ocorreu por volta das 8h30.
As informações ainda são desencontradas. Ainda não se sabe se o atirador foi atingido em confronto com a polícia ou se cometeu suicídio. Os feridos foram encaminhados a hospitais da região.
A escola atende 999 alunos, sendo 400 no período da manhã, de acordo com a secretaria. É grande a movimentação de pessoas ao redor da escola. Muitos pais buscam informações dos filhos.
Marcadores: Governo
'Nós todos sentimos muito', diz Dilma sobre Alencar
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff despediram-se juntos de José Alencar, vice de Lula durante seus oito anos de mandato e principal fiador político de sua eleição em 2002.
Ao chegar, Lula deu um forte abraço em Josué Gomes, filho de Alencar, e beijou a testa do ex-vice.
Dilma, toda de preto, em sinal de luto, conversou durante alguns minutos com Mariza, viúva do ex-vice, que demonstrava cansaço e abatimento por ter passado a maior parte do tempo ao lado do marido.
"Nós todos sentimos muito", disse Dilma.
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| Presidente Dilma e o ex Lula participaram de missa com corpo presente do ex-vice-presidente José Alencar |
Durante todo o tempo em que Dilma e Lula estiveram no velório, o público continuou entrando no salão nobre do Planalto.
Cerca de 20 parentes de Alencar compareceram ao velório, que contou com missa pela manhã e uma cerimônia religiosa na noite de hoje.
Em cerimônia com honras fúnebres de chefe de Estado no Palácio do Planalto, o corpo de José Alencar foi visto por mais de 8.100 pessoas, segundo o último balanço da Presidência da República.
Dilma e Lula chegaram em Brasília juntos, a bordo do avião presidencial. A presidente tinha ido a Portugal acompanhar a entrega a Lula do título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra.
Os ministros de Dilma, que já haviam comparecido ao velório pela manhã, na chegada do corpo de Alencar, voltaram ao Planalto.
Pela manhã, o caixão com o corpo de José Alencar foi recebido pelo vice-presidente, Michel Temer.
Amanhã, o corpo de José Alencar será transportado para Minas Gerais.
O velório de Alencar será aberto ao público também no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro, a partir das 9h até as 13h.
O corpo do ex-vice-presidente será cremado às 14h no Cemitério Parque Renascer, em Contagem (MG).
Segundo a assessoria do ex-vice-presidente, a cerimônia será restrita aos familiares.
Marcadores: Governo
Ministério Público pede à Justiça embargo das obras de Jirau
SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério Público de Rondônia entrou na quarta-feira com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo o embargo das obras de construção da usina hidrelétrica de Jirau até que sejam restabelecidas as condições de trabalho no local.
Na semana passada, uma rebelião de funcionários que trabalham na construção da usina, no rio Madeira, paralisou as obras e destruiu 70 por cento dos alojamentos e também veículos no canteiro de obras.
De acordo com o Ministério Público, o pedido de embargo foi feito depois que um relatório de auditores fiscais que visitaram o local concluiu pela inviabilidade temporária do prosseguimento das obras "por não atender aos requisitos das normas regulamentadoras."
O Ministério Público informou que, segundo o relatório, ficou constatado que boa parte dos alojamentos, a totalidade da área de lazer, lavanderia, farmácia e agência bancária da margem direita do rio foram destruídos pelo fogo.
Um dos auditores destacou no documento que a Norma Regulamentadora número 18 proíbe o ingresso ou permanência de trabalhadores no canteiro de obras sem que as condições na área de vivência sejam garantidas.
A usina está entre os maiores projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A hidrelétrica terá capacidade instalada de 3.450 megawatts (MW) e energia assegurada superior a 2 mil MW médios.
Marcadores: Governo
Triste com morte de Alencar, suposta filha diz estar "magoada" por não ter sido reconhecida
Despedida de José Alencar
LEIA MAIS
Rosemary adiantou que deverá comparecer ao velório do ex-vice-presidente, marcado para ocorrer nesta quinta-feira (31) em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade, ex-sede do governo de Minas Gerais.
No entanto, a suposta filha de José Alencar demonstrou tristeza com a notícia da morte de José Alencar.
“Eu sinto muito pelo que ocorreu (morte de José Alencar). Mas vou agora aguardar o que poderá ocorrer”, resumiu a aposentada, que disse ter tomado ciência do óbito dele pela televisão.
Ela ajuizou ação de reconhecimento de paternidade em 2001. No ano passado, a Justiça da comarca de Caratinga reconheceu a paternidade do ex-vice-presidente em relação à aposentada. Ela alega ser fruto de romance entre o ex-vice-presidente e a sua mãe, Francisca Nicolina de Morais, entre 1953 e 1954, quando ambos residiam na cidade mineira. De acordo com a sentença, ela passou a ter direito de usar o sobrenome de Alencar.
Para o advogado da aposentada, Geraldo Jordan Júnior, o juiz José Antônio de Oliveira Cordeiro se baseou em provas testemunhais e na recusa de Alencar em fazer o teste de DNA. Segundo o advogado, o processo corre em segredo de Justiça. Ele explicou que os defensores de Alencar recorreram da decisão do juiz de Caratinga (1ª Instância) no TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), mas conforme Júnior, ainda não houve decisão sobre o caso.
A assessoria do tribunal, a pedido da reportagem do Planeta Notícias, está fazendo levantamento para verificar o andamento da ação.
Marcadores: Governo
Corpo de Alencar deixa São Paulo para ser velado em Brasília
O corpo do ex-vice-presidente José Alencar, morto aos 79 anos ontem (29) em São Paulo, partiu em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 7h45 desta quarta-feira (30). Um outro avião, que leva para os familiares de José Alencar, chegou a Brasília por volta das 9h20.
Com um pouco de atraso, o corpo do ex-vice-presidente deixou, em comboio, o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por volta das 7h de hoje, e chegou no aeroporto de Congonhas às 7h25. Alencar morreu após uma luta de 13 anos contra um câncer na região abdominal.
Na capital federal, ele será recebido às 8h30 com honras de chefe de Estado pelos presidentes da República, Michel Temer (interino), do Senado, José Sarney, da Câmara, Marco Maia, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cesar Peluso. O governo federal decretou luto oficial de sete dias.
Da base aérea, o corpo segue em cortejo, no carro do Corpo de Bombeiros, para o velório no Salão Nobre do Palácio do Planalto, que deve começar por volta das 9h30. A sugestão foi feita ao filho mais novo de Alencar pela presidente Dilma Rousseff, que, em viagem a Portugal, sugeriu o local assim que foi comunicada da morte.
O velório será aberto para visitação pública e deve durar todo o dia. Na quinta de manhã o corpo segue para Belo Horizonte (MG), onde será velado no Palácio da Liberdade inicialmente das 8h30 às 13h. O enterro será na parte da tarde, no cemitério do Bonfim, mas o horário ainda não foi divulgado.
Em pronunciamento em Coimbra, emocionada, Dilma enalteceu os oito anos de Alencar no governo Lula e definiu: "É um momento de muito sentimento. Foi uma grande honra ter convivido com ele", disse, para completar: “Ele foi inesquecível para o nosso país, todos nós estamos muito emocionados”, afirmou, ao lado de Lula, também bastante emocionado.
Biografia
Filho de um pequeno comerciante de um vilarejo mineiro, José Alencar Gomes da Silva começou a trabalhar cedo e deixou a família quando tinha 14 anos para empregar-se numa loja na sede do município de Muriaé (MG).
Em 1947, atrás de um emprego melhor, mudou-se para Caratinga, cidade em que conheceu Mariza, com quem se casou. Aos 18 anos, foi emancipado pelo pai (na época, a maioridade civil ocorria aos 21 anos) e, com apoio financeiro de um irmão, abriu uma loja na cidade.
Hoje, a Coteminas S.A., controlada pela família de Alencar, é a maior empresa do setor têxtil do país e um dos mais importantes grupos econômicos do Brasil.
Alencar causou surpresa, à esquerda e à direita, ao aceitar a posição de vice na vitoriosa chapa de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na campanha de 2002. Quatros anos depois, foi reeleito vice-presidente.
Em julho de 2010, um juiz da comarca de Caratinga (MG), declarou José Alencar oficialmente pai de Rosemary de Morais, que passou a assinar Gomes da Silva. A sentença faz parte de uma ação de reconhecimento de paternidade ajuizada em 2001.
Marcadores: Governo
Alencar foi 'o empresário que levou Lula ao poder', diz jornal espanhol
Em um obituário assinado por um de seus correspondentes no Brasil, o jornal observou que Alencar foi o empurrão necessário para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva se alçar à Presidência do país em 2003, "ao lhe garantir o apoio do empresariado".
A reportagem afirma também que o empresário mineiro foi "peça determinante para a eleição da sucessora [de Lula], Dilma Rousseff".
"Alencar foi também ministro da Defesa e um político amado pela opinião pública por sua franqueza ao dizer sempre o que pensava e por sua tenaz luta contra o câncer", descreveu o jornal espanhol.
Apesar das diferenças de trajetória pessoal, Lula e o seu ex-vice por duas vezes eram, "mais que amigos, quase irmãos", escreve o correspondente do "El País".
SITES
Nos sites, que reagiram mais rapidamente à notícia que os jornais, a morte de Alencar também foi notícia.
Em seu site, a rede americana Fox News afirma que a "tradição empresarial" de Alencar foi o que levou Lula --"então um líder sindical visto com grande reserva pelo mercado", diz a TV-- a escolhê-lo como vice em 2002.
Para a reportagem da Fox, a parceria "simbolizou uma aliança entre a esquerda e o setor empresarial brasileiro".
As reportagens destacam certas diferenças entre Lula e seu vice, em especial a atitude crítica do ex-senador mineiro à política de manutenção dos juros altos da equipe econômica.
Apesar disso, ressalta a edição online do "Wall Street Journal", "Lula confiou a seu tenente-chefe inúmeras tarefas duras".
"Em 2004, por exemplo, Alencar brevemente acumulou o papel de ministro da Defesa e vice-presidente, ajudando a reorganizar um departamento complicado pelo baixo orçamento e pelas queixas de figurões militares", diz o jornal americano.
"Em 2006, Alencar ajudou a arrecadar recursos de líderes empresariais para o que acabou se convertendo numa campanha bem-sucedida para a reeleição."
Na Argentina, o espanhol "La Nación" descreveu Alencar como "um duro crítico de certos aspectos econômicos [do governo], mas um fiel aliado político do presidente".
Corpo de José Alencar chega a Brasília para ser velado no Palácio do Planalto
Despedida de José Alencar







O avião que levava os familiares do ex-vice-presidente chegou antes, por volta das 9h20.
Já na capital federal, ele foi recebido com honras de chefe de Estado pelos presidentes da República, Michel Temer (interino), do Senado, José Sarney, da Câmara, Marco Maia, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cesar Peluso. O governo federal decretou luto oficial de sete dias.
Ele estará no nosso coração e no de todos os brasileiros. Ele deu tantos bailes nos médicos que achamos que ele poderia aguentar mais. A nossa gratidão a ele é eterna.O Brasil deve muito a ele e
à ternura dele

Gilberto Carvalho, secretário-geral
da Presidência da República
O velório será aberto para visitação pública e deve durar todo o dia. Na quinta-feira (31) de manhã, o corpo segue para Belo Horizonte (MG), onde será velado no Palácio da Liberdade inicialmente das 8h30 às 13h. O enterro será na parte da tarde, no cemitério do Bonfim, mas o horário ainda não foi divulgado.
Dilma antecipou o retorno para o Brasil, a exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também está no país. Eles retornariam na madrugada desta quinta (31) de Coimbra, mas sairão ao meio-dia (8h, em Brasília) logo após Lula ser homenageado. A previsão é que cheguem a Brasília no início da noite.
Em pronunciamento em Coimbra, emocionada, Dilma enalteceu os oito anos de Alencar no governo Lula e definiu: "É um momento de muito sentimento. Foi uma grande honra ter convivido com ele", disse, para completar: “Ele foi inesquecível para o nosso país, todos nós estamos muito emocionados”, afirmou, ao lado de Lula, também bastante emocionado.
Histórico
Os problemas do ex-vice-presidente com o câncer começaram em 1997, quando descobriu dois pequenos tumores malignos no rim direito e no estômago. Na ocasião, Alencar foi operado no mesmo dia.LEIA MAIS
Em outubro de 2007 Alencar foi operado novamente do tumor no retroperitônio. Numa revisão da cirurgia em 20 de dezembro, foi detectado um "ponto minúsculo" na mesma região, e os médicos decidiram fazer sessões de quimioterapia para combatê-lo.
Entre 12 e 19 de janeiro de 2008, ficou internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por conta de uma infecção decorrente da quimioterapia. Recebeu alta aparentando fragilidade, mas com otimismo. Na ocasião, disse que queria almoçar em uma churrascaria.
Depois disso, voltou a ser hospitalizado outras vezes para ser submetido a tratamentos de quimioterapia. No dia 26 de julho de 2008, Alencar admitiu em uma entrevista coletiva que estava novamente com câncer. Ele disse a jornalistas, em Brasília, que exames de rotina feitos em São Paulo mostraram "uma recorrência".
Na ocasião, ele descartou a possibilidade de se afastar temporariamente da Vice-Presidência da República.
Em janeiro de 2009, enfrentou cerca de 17 horas de operação para a retirada de nove tumores na região abdominal. Na mesma cirurgia, os médicos retiraram parte do intestino delgado, outra do intestino grosso e uma porção do ureter, canal que liga o rim à bexiga. Alencar ficou internado 22 dias após a operação.
Já em maio do mesmo ano, novos exames apontaram o retorno de tumores malignos em "alguns pontos da cavidade abdominal". Mas, no final de outubro de 2009, Alencar disse que o último exame realizado mostrava uma "redução substancial" dos tumores.
No início de julho de 2010, Alencar deu entrada no hospital Sírio-Libanês para uma sessão de quimioterapia, mas apresentou uma crise de hipertensão e foi internado em seguida. Após três dias, foi diagnosticada uma isquemia (deficiência na irrigação sanguínea) cardíaca, o que estava provocando uma irrigação insuficiente em uma das paredes laterais de seu coração.
Você não sabe o que é a morte, então você não tem de ter medo da morte. Você tem de ter medo é da desonra, dela você tem de ter medo, isso mata você."
Alencar, em 30 de dezembro de 2007
Em setembro, o vice-presidente voltou a ser internado para tratar um edema agudo de pulmão. Já no final de outubro, Alencar foi internado com um quadro de suboclusão intestinal.
No começo de novembro, sofreu um infarto agudo do miocárdio e foi submetido a um novo cateterismo. No dia 27 de novembro, Alencar foi operado para desobstruir o intestino. A cirurgia durou cinco horas e resultou na extração de dois nódulos e 20 centímetros de seu intestino delgado. No final do procedimento, ele sofreu uma arritmia cardíaca, que foi revertida.
No meio de dezembro, Alencar deixou o hospital após passar 25 dias se recuperando da cirurgia e submetendo-se a sessões de hemodiálise, por conta do comprometimento das funções renais. Em 22 de dezembro, porém, voltou ao hospital, de onde só recebeu alta no dia 26 de janeiro.
Alencar voltou a ser internado às pressas no dia 9 de fevereiro devido a uma perfuração intestinal. Ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 15 de fevereiro e recebeu alta médica 34 dias depois. No dia 28 de março retornou ao hospital em situação considerada crítica e foi internado novamente na UTI.
Biografia
Filho de um pequeno comerciante de um vilarejo mineiro, José Alencar Gomes da Silva começou a trabalhar cedo e deixou a família quando tinha 14 anos para empregar-se numa loja na sede do município de Muriaé (MG).Em 1947, atrás de um emprego melhor, mudou-se para Caratinga, cidade em que conheceu Mariza, com quem se casou. Aos 18 anos, foi emancipado pelo pai (na época, a maioridade civil ocorria aos 21 anos) e, com apoio financeiro de um irmão, abriu uma loja na cidade.
Hoje, a Coteminas S.A., controlada pela família de Alencar, é a maior empresa do setor têxtil do país e um dos mais importantes grupos econômicos do Brasil.
Alencar causou surpresa, à esquerda e à direita, ao aceitar a posição de vice na vitoriosa chapa de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na campanha de 2002. Quatros anos depois, foi reeleito vice-presidente.
Em julho de 2010, um juiz da comarca de Caratinga (MG), declarou José Alencar oficialmente pai de Rosemary de Morais, que passou a assinar Gomes da Silva. A sentença faz parte de uma ação de reconhecimento de paternidade ajuizada em 2001.
Marcadores: Governo
Brasil se despede de José Alencar
Chegada do corpo de ex-vice na base aérea de Brasília, onde será homenageado com honras militares, está prevista para as 9h15. José Alencar morreu ontem aos 79 anos
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'Tínhamos uma relação de pai e filho'
Em visita a Portugal, Lula chora e Dilma se emociona ao falarem da morte de José Alencar nesta tarde O bom humor, mesmo na pior hora
Na luta contra o câncer há 14 anos e internado várias vezes, ex-vice não se deixou amargurar pela doença
Marcadores: Governo
Amary é nome forte do PMDB
Embora a confirmação não seja possível somente por causa da legislação eleitoral e das convenções partidárias, os discursos de ontem deixaram evidente que Renato Amary será o candidato a prefeito de Sorocaba pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). A filiação de Amary ao PMDB na noite de ontem, no salão de festas do Shopping M, teve status início de campanha e trouxe a cidade lideranças municipais, estaduais e nacionais da sigla.
Além de integrar ao quadro do PMDB sorocabano, Renato Amary foi empossado novo presidente provisório do diretório municipal do partido. O ex-presidente Osvaldo Duarte Filho será o secretário do PMDB em Sorocaba. Mais de setecentas pessoas, entre políticos e simpatizantes do partido, compareceram o ato de filiação.
O novo presidente do PMDB, Renato Amary (PMDB), quando perguntado se realmente será candidato a prefeito, desconversou, ao dizer que primeiramente será necessário reestruturar o partido na região, antes de falar em eleições municipais. Amary defendeu que o partido terá um candidato próprio e que o nome será escolhido na base. Ao ser perguntado novamente, sobre sua eventual candidatura, como nome forte do PMDB, respondeu: "espalhe isso".
Já o ex-presidente Osvaldo Duarte Filho, foi mais direto e disse que o diretório municipal vai apoiar a candidatura de Renato Amary na eleição de 2012. "O Renato, a princípio, é o candidato do PMDB e, ele só não será, se não quiser".
Duarte Filho indicou que, após a chegada de Renato Amary, o partido já está recebendo outras lideranças, como por exemplo do ex-vereador Moacir Luís. O presidente da Câmara de Sorocaba Marinho Marte (PPS) é outro nome que pode acabar no PMDB. Ontem no Shopping M, ele admitiu que já existe conversação, mas sua situação ainda não está definida. O seu nome inclusive foi "ventilado" como vice na chapa de Amary. "Ouvi dizer isso aí e realmente fiquei feliz, já que sou amigo do Renato. Mas minha vinda aqui hoje (filiação) é institucional, como presidente do Legislativo". O vereador Anselmo Neto (PP) também esteve ontem no Shopping M.
PSDB
Na sua fala ontem, Renato Amary, citou ainda que precisava de espaço político para trabalhar por Sorocaba, por isso resolveu deixar o PSDB e ingressar no PMDB. "Não guardo nenhum tipo de mágoas no PSDB e somos todos amigos. Mas a política é feita dessas mudanças".
Como presidente do PMDB de Sorocaba, missão recebida do vice-presidente do Brasil, Michel Temer - que esteve em Sorocaba no sábado e gravou um depoimento de apoio exibido ontem -, Amary será responsável pela reestrutução do PMDB em 20 cidades da região de Sorocaba, incluindo Itapetininga, Itu, Iperó, Laranjal Paulista, Votorantim, Tatuí, Cesário Lange, Pilar do Sul e Salto de Pirapora.
Mesmo dizendo que ainda não é candidato, Amary criticou o posicionamento do prefeito Vitor Lippi (PSDB), que em matéria do Jornal Cruzeiro do Sul de ontem, afirmou reduzir o ritmo do crescimento de Sorocaba para preservar a qualidade de vida, encaminhando para outros municípios da região indústrias interessadas em investir na cidade. "Aumentando nossos recursos, através de novas empresas, estamos conseguindo várias situações e uma delas é garantir emprego aos jovens. Temos que criar um desenvolvimento sustentável e não vamos virar Campinas, não! Não vamos virar nada se tivermos governos competentes para criar qualidade de vida". O presidente estadual do PMDB, Baleia Rossi, esteve em Sorocaba para participar da filiação de Renato Amary.
Lula chora ao comentar a morte de José Alencar
Roberto Stuckert Filho/PR
Segundo o jornalista Mauro Tagliaferri, da TV Record, que acompanha a visita de Lula e Dilma a Portugal e esteve presente na coletiva, o ex-presidente estava emocionado e chorou muito durante toda a entrevista, na cidade de Coimbra.
Lula contou que sofreu com a notícia e que sua relação com Alencar era de "pai e filho".
- É um momento de muita dor e muito sofrimento. A nossa relação era de irmãos, de companheiros [choro]. Era como se fôssemos dois irmãos, pai e filho.
Ele lembrou do "amigo" José Alencar como a pessoa que o ajudou a ser presidente do Brasil.
O ex-presidente também recordou que, antes da eleição em 2003, ele sempre obtinha votações na casa dos 30% do eleitorado, insuficientes para elegê-lo. E que, naquele ano, viu Alencar como "o vice que vai fazer com que eu ganhe a eleição".
Lula também elogiou a "lealdade" de Alencar.
- Eu, aos 65 anos de idade, conheço poucos seres humanos com a alma, a bondade e a lealdade do José Alencar. Eu não acredito que pudesse existir no mundo um vice como ele.
Trio funcionava como uma orquestra, diz Lula
Segundo Lula, sua relação com Alencar e Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, "funcionava como uma orquestra".
Lula anunciou que ficará em Portugal para receber o título de doutor honoris causa na Universidade de Coimbra, nesta quarta-feira. Ele afirmou que vai dedicar o título a Alencar.
Dilma, por sua vez, cancelou a agenda de compromissos que manteria com o presidente Aníbal Cavaco Silva e o primeiro-ministro José Sócrates. Ela retorna ao Brasil com Lula, logo após a cerimônia em Coimbra.
Dilma disse ainda ter oferecido o Palácio do Planalto - sede da Presidência, em Brasília - para o velório de Alencar. Segundo ela, a família aceitou o convite.
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